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| Foto: Érica Elke |
Fulô
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 30 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
O céu
quarta-feira, 20 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Enamorada
sábado, 8 de janeiro de 2011
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Frio
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Monóculo
Tiro o pequeno souvenir do bolso:
meio esverdeada pelo tempo, guardadinha lá no fundo,
a minha mãe de biquíni amarelo na praia do Rio de Janeiro.
Posso ouvir o som das ondas.
O retrato minúsculo parece cinema parado.
meio esverdeada pelo tempo, guardadinha lá no fundo,
a minha mãe de biquíni amarelo na praia do Rio de Janeiro.
Posso ouvir o som das ondas.
O retrato minúsculo parece cinema parado.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Imagem
A cortina de renda branca esconde a janela de madeira azul.
Lá fora, o sol amarela quenturas na estrada de terra.
Um radinho de pilha toca saudade.
Um homem leva uma galinha na garupa da sua bicicleta vermelha,
um menino chuta uma bola murcha e uma folha seca dança na varanda.
Olhando assim a vida parece um livro.
Lá fora, o sol amarela quenturas na estrada de terra.
Um radinho de pilha toca saudade.
Um homem leva uma galinha na garupa da sua bicicleta vermelha,
um menino chuta uma bola murcha e uma folha seca dança na varanda.
Olhando assim a vida parece um livro.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Mudança
quarta-feira, 9 de junho de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Lembrança de mãe
Uma vez, eu era pequenininha, o sol batia quente e eu esperava a minha mãe agachada na porta de casa. Ela demorava... quando surgia, eu via pelo chão, era só uma sombra bonita carregando bilha d'água na cabeça. '- Sai desse sol menina! ' A voz dela ressurge como a paisagem. Inesquecível!
terça-feira, 27 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Aula de Canto
quinta-feira, 25 de março de 2010
Boêmio ou Fatídico?
terça-feira, 16 de março de 2010
Corre gente!
Hoje eu vi:
um céu azul se acinzentar
um homem alegre chorar
um ninho de passarinho cantar
A vida corre num dia
corre da gente
corre pra gente
CORRE GENTE!
um céu azul se acinzentar
um homem alegre chorar
um ninho de passarinho cantar
A vida corre num dia
corre da gente
corre pra gente
CORRE GENTE!
terça-feira, 2 de março de 2010
Varal
No varal de Maria cabe tudo:
cabe a saia que saiu com João,
cabe a blusa que dormiu com José,
cabe o lenço que ganhou de Antônio.
E Maria já não cabe de saudade.
cabe a saia que saiu com João,
cabe a blusa que dormiu com José,
cabe o lenço que ganhou de Antônio.
E Maria já não cabe de saudade.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Segredo
No meio da tarde o velhinho toca um realejo.
A menina fita o periquito, intrigada com seu desejo.
O velhinho gira a manivela e a música enche a praça.
Mas o periquito nãotrabalha de graça!
A menina dá seu miúdo trocado e pega o segredo dobrado.
Os olhinhos pulam .
O segredo? Fica guardado.
A menina dá seu miúdo trocado e pega o segredo dobrado.
Os olhinhos pulam .
O segredo? Fica guardado.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O Homem e o Rio
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Tardezinha
Hoje quase não se ouve passarinho.Tá frio. O cinza do céu entra dentro da gente. A saudade vai rodeando... rodeando... até sentar e puxar conversa.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
O mar?
Diz que é assim: um tanto de água de não se medir e que o sol quando encosta a pontinha do dedo nela espalha todo o seu vermelho. E não se tem fundo de mar, tão grande é suas entrança. Eu não connheço o mar. Mas um dia, qualquer desses, ainda ando num cavalo marinho!
sábado, 5 de dezembro de 2009
Chuvaceiro
Choveu ontem lá na Vila
Chuva grossa de molhá
Encharcô preta Eteuvina
Carregô o sabiá
Alegrô sinhá menina
Que brincô de se banhá
Carregô vestido novo
Que dormia no vará
Lavô chão de barro seco
Esquecido de meu Deus
Enchurrô de riachá
No terreiro de Deus meu
Aguaceiro durou tempo
De menino se agitá
Construindo grande vela
Pra no "mar" se aventurá
Os barquinho se desceram
A ladeira a navegá
Foi bunito de se ver
O papel se desmanchá
Hoje chove quase nada
Chuva fina de nublá
As nuvens se ajeitando
Parecem se esfregar
Se arredando com o vento
Um arremedo de forró
Querem logo se irem embora
Pra chovê noutro lugá
Lavô chão de barro seco
Esquecido de meu Deus
Enchurrô de riachá
No terreiro de Deus meu
Chuva grossa de molhá
Encharcô preta Eteuvina
Carregô o sabiá
Alegrô sinhá menina
Que brincô de se banhá
Carregô vestido novo
Que dormia no vará
Lavô chão de barro seco
Esquecido de meu Deus
Enchurrô de riachá
No terreiro de Deus meu
Aguaceiro durou tempo
De menino se agitá
Construindo grande vela
Pra no "mar" se aventurá
Os barquinho se desceram
A ladeira a navegá
Foi bunito de se ver
O papel se desmanchá
Hoje chove quase nada
Chuva fina de nublá
As nuvens se ajeitando
Parecem se esfregar
Se arredando com o vento
Um arremedo de forró
Querem logo se irem embora
Pra chovê noutro lugá
Lavô chão de barro seco
Esquecido de meu Deus
Enchurrô de riachá
No terreiro de Deus meu
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